Gás radão: um perigo real

A exposição contínua ao gás radão representa um risco sério para a saúde, e isso já não é novidade. Depois de décadas de análises científicas e estudos laboratoriais, a União Europeia reconheceu este perigo e estabeleceu que os Estados-Membros, Portugal incluído, devem adotar medidas para controlar a presença deste gás nos edifícios. Trata-se de um gás cancerígeno que se liberta de múltiplas fontes, e poucos conhecem o risco que pode representar, por exemplo, a bancada de pedra da cozinha ou um objeto decorativo de basalto: na realidade, ambos são feitos de materiais capazes de libertar radão, o gás radioativo que constitui a segunda maior causa de cancro do pulmão, logo a seguir ao tabagismo.

O radão é um gás radioativo proveniente da decomposição do urânio contido em muitos tipos de solos, especialmente os graníticos. Este gás emana do subsolo e acumula-se no interior de espaços fechados, como habitações ou estabelecimentos.

O principal problema é que o radão não tem cheiro, não pode ser visto e os seus efeitos só se notam a longo prazo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é responsável por entre 3% e 14% dos casos de cancro do pulmão em todo o mundo. Como não o conseguimos detetar facilmente em casa, o melhor é prevenir e evitar as fontes que podem provocar a chegada do radão à nossa habitação.

A verdade é que muitas casas acumulam radão sem que os seus habitantes o saibam, sobretudo nas caves e nos rés do chão. As regiões assentes sobre solos graníticos são as que tendem a apresentar maior incidência. Em Portugal, são as zonas do norte e do centro do país (onde o granito é predominante) as que, à partida, registam maior potencial de exposição a este gás. Como seria de esperar, coincidem precisamente com as áreas de terreno granítico. Ainda assim, importa recordar que o radão é um gás natural presente em todo o lado, pelo que, de uma forma ou de outra, todos estamos expostos a ele.

O gás radão é muito nocivo em quantidades elevadas.

Como referimos anteriormente, o radão pode surgir nos nossos solos, garagens e caves, tornando-se num problema muito sério. De facto, são muitos os edifícios que já têm como inquilino indesejado este perigoso gás. Como se infiltra na nossa casa através dos materiais porosos, é comum estar associado a problemas de humidade. Para evitar a sua chegada, o ideal é manter uma casa o mais isolada possível, o que inclui tratar os problemas de humidade o mais rapidamente possível.

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