A humidade é causadora da pobreza energética

50 milhões de famílias europeias vivem em risco de pobreza energética.

Em Portugal não há dados específicos que indiquem o número de famílias que enfrentam esta pobreza com base na energia. No entanto, foi criado um índice regional para estabelecer o grau de afetação que os portugueses sofrem.

A humidade é causadora da pobreza energética

 

“A pobreza energética não tem a ver apenas com o preço da luz”, afirma João Pedro Gouveia, investigador da CENSE (Center for Environmental and Sustainability Research), da Universidade Nova de Lisboa, de Ciências e Tecnologia.

Esta nova situação está associada às consequências adversas derivadas de temperaturas muito elevadas ou da dificuldade para aceder à energia.

Embora não existam dados conclusivos para apoiar os dados europeus para Portugal, na última temporada de frio ocorreram 3 300 mortes devido à gripe e 397 devido ao frio elevado.

 

“A relação entre o frio elevado, que se manteve durante vários dias, e a saúde cardiovascular está bem estabelecida”, disse Carlos Dias, coordenador do departamento de epidemiologia de INSA (Instituto Nacional de Saúde). “Os períodos de elevada humidade, aumentam a possibilidade de agravar doenças preexistentes”, concluí numa entrevista ao Diário Público.

O clima português, com um carácter oceânico, marcado peças precipitações e ventos abundantes, e o estilo de vida do país, com uma grande população rural, são características perfeitas para a prevalência da humidade.

Dados comprovados pela seguradora Ageas, de um relatório sobre seguros multirisco, indicam que 45% das indemnizações deste tipo de seguros, devem-se às fugas de água e aos problemas de humidade. A seguradora estima que o valor dos pagamentos ultrapassa os 13 milhões de euros.

 

O frio, a humidade e o aquecimento: uma amizade por conveniência.

 

No auge da economia energética e da sustentabilidade, a chegada do inverno, o frio e as precipitações supõem um novo desafio que assume um orçamento familiar cada vez mais apertado.

Em Portugal, existe uma taxa social de eletricidade e gás, no entanto, é classificada como a sexta mais cara da União Europeia, segundo os dados da Eurostat.

 

Com este cenário no horizonte, a necessidade de um bom isolamento favorece a possibilidade de poupar no gasto de aquecimento.

Neste sentido, os problemas de humidade, dito pela Ageas, supõem a presença de um grave problema para a economia e para a saúde portuguesa.

“Estima-se que um terço dos imóveis portugueses, sofrem problemas de humidade no seu ciclo de vida”, declara a Murprotec, empresa líder Europeia em tratamentos de humidade. “As incidências no norte de Portugal e na capital são comuns”, indica a delegação do país. “A antiguidade dos imóveis e o volume da precipitação são importantes, mas a qualidade do isolamento é essencial”.

 

A sensação de frio associada à humidade, é um sintoma que o aquecimento pode melhorar, mas poderá ser originado um possível problema. “Atingir a origem da humidade e estabelecer um sistema, de forma a evitar que a mesma se reproduza, é a única solução que assegura que o aquecimento age com eficiência”, garante a Murprotec.

O Ministério do Ambiente e da Transição Energética já colocou lançou relatórios para determinar o nível de pobreza energética, que afeta os portugueses. No entanto, como já garantiram especialistas de diversas áreas, o acesso à energia não é o único problema.

 

Garantir que a casa está protegida contra infiltrações de água e contra a humidade, deve ser uma das principais maneiras de impedir que o calor desapareça em forma de dinheiro e problemas de saúde.

 

 

 

 

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